Parvovirose

A Parvovirose é uma doença viral extremamente contagiosa que ataca o sistema digestivo do animal. Pode manifestar-se de duas formas: a entérica, que é a mais frequente; a miocárdica, que provoca a morte súbita do cão e que só pode ser diagnosticada no post-mortem dado não existir sinais clínicos da doença no animal enquanto vivo.

A principal via de infecção é o contacto de animais saudáveis com fezes de animais infectados.

Os sintomas desta patologia surgem ao fim de 5 a 12 dias e poderão ser vómitos, anorexia, febre, prostração e a diarreia, que pode ou não apresentar sangue. Esta doença deprime o sistema imunitário o que significa que o seu animal está mais exposto a infecções bacterianas.

O médico veterinário pode fazer o diagnóstico através de análises sanguíneas como o hemograma, sintomatologia e um teste rápido de detecção do vírus (ELISA) através de uma amostra de fezes. Este teste deve, no entanto, ser repetido em animais que se apresentem negativos mas com sintomas altamente sugestivos de Parvovirose.




O tratamento instituído nestes casos passa principalmente por fluidoterapia e antibioterapia, medicação anti-emética, medicação imunoestimuladora. Podem ser necessário outros tratamentos tais como transfusões de plasma ou mesmo de sangue total, imunização passiva com anti-corpos ou alimentação parenteral. O internamento é essencial para a recuperação do animal com parvovirose, dado que os cuidados são constantes. Dado tratar-se de uma doença infecto-contagiosa, estes animais devem ser isolados de outros e devem ser tratados numa enfermaria separada. As instalações apropriadas para tratamento de doenças infecto-contagiosas são essenciais, bem como ter pessoal devidamente formado para tratamentos de enfermagem nestes pacientes.




Muitos cães sobrevivem. Trata-se no entanto de uma patologia com elevada taxa de mortalidade e de prognóstico reservado. Temos tido, no entanto, uma taxa de sucesso elevada (superior a 50 %).

A forma mais eficiente de prevenir a parvovirose é através da respectiva vacina, sendo que para  uma imunidade eficiente, deve começar-se às 6 semanas de idade.

Drº Ricardo Baptista, Director Clinico da CVST – Centro Veterinário de Santo Tirso e Centro Veterinário de São Tomé

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